segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Existe honestidade na política? Parece que a maioria das pessoas acha que não - Por Marcius Aun Patrizi



Será que os políticos são uma “raça” diferente? E que todos os não-políticos são exemplos de honestidade?
Na época do “mensalão”, uma pesquisa detectou um número impressionante: se tivessem a oportunidade de estar no Congresso, 75% dos entrevistados “meteriam a mão”.
Muitos políticos vêm desses 75% da população.  Vi muita coisa boa e ruim. Conheci gente boa e ruim. Servidores públicos e políticos bons e ruins.
Da mesma forma que existem advogados, médicos, professores etc. bons e ruins, assim como em qualquer família.
Sim, existe político honesto. Minoria? Talvez, mas conheço vários. Também conheço gente que não vale um tostão e vive fazendo discurso bonito, condenando quem está no poder, como se fosse modelo de ética.
Exemplo claro é o do ex-senador Demóstenes, que era considerado uma “reserva moral” do Senado, o grande nome do DEM, partido que está definhando, cada vez menor... Até poucos meses atrás, Demóstenes era o grande acusador de irregularidades do governo.
Aqui também vemos alguns “Demóstenes” fazendo discursos moralistas contra o atual governo municipal, um festival de hipocrisia.
Tem “doutor” que se arroga no direito de dar lição de moral e fazer acusações vazias contra pessoas sérias. Como se diz, se não está satisfeito, vai lá e faz melhor. É fácil ficar de fora jogando pedra, pelo jornal, no rádio ou em redes sociais. É tão competente e honesto assim? Seja candidato. Vamos ver se o discurso condiz com a prática.



Mas como saberemos separar o joio do trigo?

Tem gente desonesta que entra na política para enriquecer. É só ver o que o sujeito tinha no começo da carreira política e como está hoje. Vejam os milionários da política, empresários poderosos que ainda têm a cara de pau de apresentar declaração de bens como se fosse de classe média. Esse tipo de gente tem que ser extirpada da vida pública para sempre. É o primeiro critério para se separar o joio do trigo.
E a fama de ladrão? É suficiente para saber se o político é safado? Não necessariamente. Ninguém pode ser condenado sem uma sentença transitada em julgado. Honestidade é fundamental na política. Eliminar os desonestos da vida pública é um grande passo para evitar desvios que vimos no passado, e que esperamos não voltem nunca mais.


Marcius Aun Patrizi
Site do Jornal da Cidade, de Rio Claro-SP,
Analista judiciário da Justiça do Trabalho,
escritor e ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Rio Claro

2 comentários:

Henrietta Scrivener disse...

Gostei de seu post, acredito que pensando dessa forma, mudaremos um pouco para melhor. Criei um blog chamado "Política Honesta", uma nova proposta de se fazer política no brasil. Por favor quem estiver interessado em conhecer essa proposta, visitem o blog, sua ajuda é imprecidível nessa luta, acho que escancarar os podres dos políticos é muito bom, mas fazer alguma coisa para mudar isso, é muito melhor.
http://politicahonestabrasil.blogspot.com.br/

Henrietta Scrivener disse...

Gostei muito do seu artigo e concordo plenamente com você, acredito que nós temos o dever moral de mudar essa situação. Depois das eleições de domingo, fiquei triste com o resultado em minha cidade, me deixei abater por ter visto que a culpa não é só dos candidatos, e sim em sua grande maioria dos eleitores, que trocam seus votos por migalhas e ainda acreditam que estão fazendo um bom negócio, mas voltei a mim e percebí que não posso desistir. Meu blog Política Honesta é voltado para ajudar pessoas honestas a ingressarem na vida pública. Quem tiver o interesse acesse, e deixe o seu comentário.
http://politicahonestabrasil.blogspot.com.br/

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